Mostrar mensagens com a etiqueta REGIMES POLÍTICOS. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta REGIMES POLÍTICOS. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

VAMOS TRABALHAR

Vamos realizar um pequeno trabalho de pesquisa a pares.
Atividades a desenvolver ao longo do trabalho:

  1. Formar pares
  2. Aceder ao site https://freedomhouse.org/
  3. Devem escolher um país (diferente para cada grupo) que consideram com baixo índice de democraticidade e fazer uma pesquisa sobre esse país, relativa aos seguintes tópicos: respeito pelos direitos humanos; eleições; liberdade religiosa; principio do rule of law; direitos das mulheres; liberdades de reunião, de associação e de expressão; direito à posse de propriedade privada.
  4. Elaborar um pequeno ppt com as informações reunidas para apresentar aos colegas da turma.

O trabalho será avaliado de acordo com os seguintes critérios:

Conteúdo do Powerpoint

Pertinência e organização da informação seleccionada .................... 60 pontos
Diversificação das fontes utilizadas ................................................... 30 pontos
Correcção ortográfica e gramatical .................................................... 10 pontos
Apresentação gráfica ......................................................................... 10 pontos
 
Apresentação Oral

Encadeamento do discurso e clareza da linguagem .......................... 30 pontos
Domínio do tema ................................................................................ 50 pontos
Capacidade de esclarecer dúvidas colocadas ................................... 10 pontos

sábado, 5 de dezembro de 2020

O ESTADO DE DIREITO

A democracia é um Estado de Direito Democrático.

Num Estado de Direito:
  • o Direito é a fonte da legitimidade do Estado (conformidade com normas e leis)
  • o Estado organiza-se através do Direito (as instituições têm de respeitar a lei)
  • o Estado subordina-se ao Direito (dever de obediência às leis - mesmo quem as elabora)
Por isso, o Estado de Direito é diferente dos Estados totalitários e autoritários onde a Constituição tem um valor formal e os direitos humanos, embora possam ser reconhecidos na lei, não são respeitados e não existe oposição a quem governa (pluralismo de ideias).

Princípios do Estado de Direito:

  1. Princípio da constitucionalidade - o Estado de Direito é um Estado constitucional: os seus atos têm de estar em conformidade com a Constituição (fonte da legitimidade das leis e do exercício do poder político);
  2. Princípio da juridicidade - o Estado de Direito subordina-se à lei (impede o abuso de autoridade e que os detentores de cargos políticos ou órgãos de soberania se tentem colocar acima da lei ou usar esses cargos para beneficiar interesses pessoais);
  3. Princípio da separação dos poderes - o Estado de Direito assenta no princípio da separação de poderes executivo, legislativo, judicial (fundamental para evitar a acumulação de poderes).

O Estado de Direito reconhece e aplica os direitos fundamentais a todos os cidadãos - protegem o individuo e decorrem da natureza do ser humano e da dignidade da pessoa humana (liberdades, proteção da integridade física, propriedade...).

O que torna o Estado de Direito num Estado de Direito Democrático é o alargamento do sufrágio - deixa de ser censitário e passa a ser universal.


"A República Portuguesa é um Estado de Direito Democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas, no respeito e na garantia de efetivação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes, visando a realização da democracia económica, social e cultural e o aprofundamento da democracia participativa." (artigo 2.º CRP)

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

OS REGIMES DEMOCRÁTICOS E AS VAGAS DE DEMOCRATIZAÇÃO

A democratização pode ser encarada de duas formas:
  • a nível global (aumento do número de Estados democráticos) - mede-se recorrendo ao conceito de "vaga de democratização" (período durante o qual um número significativo de países se torna democrático. O contrário é uma "vaga de refluxo");
  • a nível interno, de cada país (aumento do grau de democraticidade de um Estado).
1ª vaga de democratização - 1828 a 1926 (26 Estados), seguida de uma vaga de refluxo - 1922 a 1942 (12 Estados democráticos);
2ª vaga de democratização - 1943 a 1962 (36 Estados), com uma vaga de refluxo entre 1958 e 1975 (perdeu-se 6 Estados democráticos);
3ª vaga de democratização - 1974 e ainda em curso - onde Portugal se insere.

Fatores que explicam as vagas de democratização:

  • a 1ª vaga foi fomentada por fatores de ordem socioeconómica: industrialização, urbanização, aparecimento da burguesia e da classe média, aparecimento do operariado e das suas organizações, redução gradual das desigualdades económicas.
  • a 2ª vaga relaciona-se com fatores de ordem política e militar: a vitória dos Aliados na 2ª Guerra Mundial e os processos de descolonização.
  • a 3ª vaga, muito mais complexa, com causas económicas, políticas, morais, sociais e até religiosas. Entre elas contam-se:
  1. falta de legitimação dos regimes autoritários;
  2. grande crescimento económico;
  3. o papel da Igreja Católica (após Concílio Vaticano II);
  4. o impacto da Comunidade Europeia sobre os regimes autoritários da Europa do Sul;
  5. o papel das políticas de tutela e promoção dos direitos humanos;
  6. a tentativa de transformação dos regimes comunistas levada a cabo por Gorbatchov;
  7. o efeito de contágio ("efeito dominó").
"Ainda que não se possa dizer que todos os regimes democráticos originados pela terceira vaga se encontram já consolidados, estabilizados, destinados a continuar na via da democracia, existem muitas condições favoráveis que nos fazem pensar que a próxima vaga de refluxo será fraca e limitada (...).
Deve-se acrescentar que muitos dos regimes democráticos instaurados durante a terceira vaga se situam no espaço europeu, o que (...) parece constituir uma sólida rede de segurança. É provável que alguns dos novos regimes democráticos ainda não estejam consolidados, mas o desafio às democracias atualmente existentes, se não provier do fundamentalismo islâmico, não parece ter bases de legitimação que lhe permitam sequer fazer tremer as democracias mais recentes, por mais frágeis e criticáveis que elas se apresentem. (...) A fragilidade institucional e a insatisfação quanto à qualidade das democracias (...) dependem de fatores de ordem socioeconómica. (...) Parece útil explorar o relacionamento entre certas condições socioeconómicas e os regimes democráticos"
Gianfranco Pasquino, Curso de Ciência Política
Vamos refletir nas relações entre capitalismo e democracia - Que capitalismo? Que democracia?

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

"A ONDA" - para refletir

DIFERENÇAS ENTRE REGIMES AUTORITÁRIOS, TOTALITÁRIOS E DEMOCRÁTICOS

1. Diferenças entre regimes autoritários, totalitários e democráticos


Regimes autoritários
Regimes totalitários
Regimes democráticos
Pluralismo
Limitado
Inexistente
Ilimitado, concorrencial e responsável
Mentalidades e ideologias
Mentalidades flexíveis:
− Deus, pátria e família;
− institucionalismo;
− hierarquias.
Ideologia – rígida, fechada, inquestionável:
− terror.
Mentalidades e ideologias – combinações de éticas democráticas fundadas em direitos;
− compromissos, consensos, aceitação da concorrência;
− não existem autoridades ou hierarquias impostas: liberdade, igualdade, solidariedade.
Verticais
Horizontais
Diversidade
Pouca tolerância:
o diferente deve desaparecer.
Nenhuma tolerância.
Respeito.
Conflitos e compromissos
Os conflitos são abafados.
Os conflitos são eliminados.
O conflito é normal, integra-se nas práticas quotidianas.
Não há lugar para eles nem para o diálogo, a negociação e o compromisso.

Rejeita-se e desmotiva-se qualquer participação, a não ser a mobilização dos que aplaudem o regime.
Os conflitos resolvem-se pelo diálogo e pelo compromisso:
– flexibilidade;
− incentiva-se a participação dos cidadãos na vida pública.


2. Não é correto afirmar que os regimes democráticos não têm mentalidades nem ideologias. Os regimes democráticos possuem mentalidades e ideologias próprias, mas são flexíveis, horizontais e respeitadoras dos direitos humanos.